Museu Nacional de Antropologia: audioguia para a sua visita
O museu arqueológico e etnográfico mais importante do México e da América Latina, com 22 salas e mais de 130 obras-primas analisadas em detalhe.
Passe de 72 horas por US$7, sem assinatura. 2 obras para ouvir de graça, sem cadastro.
Sobre o museu
O Museu Nacional de Antropologia, no Bosque de Chapultepec, conta a história dos povos do México antes e depois da Conquista. Foi projetado por Pedro Ramírez Vázquez e sua equipe, construído em apenas dezenove meses e inaugurado em 17 de setembro de 1964. Seu pátio central, com o famoso “guarda-chuva” de bronze e seu espelho d’água, organiza todo o percurso.
Tem vinte e duas salas em dois andares. No térreo fica a arqueologia, dos primeiros povoadores da América aos mexicas, passando por Teotihuacán, os toltecas, Oaxaca, o Golfo, os maias, o Ocidente e o norte do país. No andar superior fica a etnografia: os povos indígenas de hoje, com suas línguas, seus tecidos e suas festas.
É enorme, e é difícil ver tudo em uma única visita. Por isso este guia propõe roteiros conforme o tempo que você tiver, do essencial a salas completas, e você também pode montar o seu. As obras seguem a ordem em que se caminha, para você não voltar sobre seus passos.
Salas
- Arquitetura e Pátio Central Um museu que começa antes da primeira sala.
- Introdução à Antropologia Antes das cidades e dos deuses, a pergunta sobre quem somos.
- Povoamento da América Os primeiros americanos atravessaram um mundo de gelo.
- Pré-clássico no Altiplano Central Aqui a semente se torna aldeia.
- Teotihuacán A cidade onde, segundo os mexicas, os homens se tornam deuses.
- Os Toltecas e sua Época Depois da cidade dos deuses, chega a dos guerreiros.
- Mexica Tenochtitlan, a cidade erguida sobre a água para alimentar o Sol.
- Oaxaca Dois povos das montanhas que transformaram a morte em arte.
- Culturas da Costa do Golfo Selvas, rios e borracha: a costa onde nasceu a primeira grande cultura.
- Maia Reis de jade, escribas e astrônomos: o mundo maia, vivo até hoje.
- Culturas do Ocidente Tumbas profundas, cães de barro e os mestres do cobre.
- Culturas do Norte Deserto, fronteira e turquesa: o norte que viveu de outra maneira.
- Povos, línguas e territórios Onde vivem os povos indígenas e em quantas línguas eles falam.
- Comidas, produção e consumo Da milpa à cozinha: como a comida é produzida e compartilhada.
- Identidades, histórias e resistências Quem são, de onde vêm e como resistiram.
- Festas e rituais Máscaras, danças e altares: o calendário que se dança e se reza.
- Têxteis: a produção intelectual Tecidos que são pensamento: cada bordado é uma forma de escrever.
Antes de ir
Como chegar
O museu fica no Bosque de Chapultepec, na Paseo de la Reforma, e o metrô é a forma mais fácil.
- Metrô Auditorio (Linha 7): cerca de 10 minutos a pé.
- Metrô Chapultepec (Linha 1): cerca de 20 minutos a pé, atravessando o bosque.
- De carro: há estacionamento junto ao museu, mas aos domingos ele lota.
Entra-se pelo grande pátio com a fonte em forma de guarda-chuva. Se você a vir, está no lugar certo.
Horários e ingressos
Abre de terça a domingo, das 9h às 18h. Às segundas está fechado.
Aos domingos a entrada é gratuita para mexicanos e estrangeiros residentes. Também entram sem custo, conforme as condições vigentes, menores de 13 anos, idosos com carteirinha, estudantes e professores, e pessoas com deficiência. Nos demais dias há ingresso geral, com uma tarifa para mexicanos e residentes e outra mais alta para visitantes estrangeiros.
Os preços mudam todo ano: confirme-os na página oficial do museu antes de ir.
Quando ir
O mais tranquilo é numa terça, quarta ou quinta, às 9h. Por volta das 10h chegam os grupos escolares e os tours.
Aos domingos a entrada é gratuita e o museu lota. Se for nesse dia, chegue à abertura e vá primeiro às salas mais famosas, antes que encham.
Uma visita completa leva meio dia. Com um roteiro curto do app, a partir de 40 minutos, você vê o essencial.
O que levar e o que deixar
Traga fones de ouvido e o celular carregado. As salas têm o ar-condicionado forte, então um casaco leve ajuda.
Baixe o áudio antes de entrar e assim você não depende do sinal dentro do museu.
Há guarda-volumes perto da entrada. Vale deixar ali as mochilas grandes, os guarda-chuvas e os volumes grandes.
Serviços
Há banheiros em vários pontos do museu, cafeteria, livraria com publicações e reproduções, e guarda-volumes. Se preferir comer com calma, o Bosque de Chapultepec tem pequenos restaurantes e barracas a poucos minutos a pé.
Acessibilidade
É um dos museus mais confortáveis da cidade para percorrer: há rampas e elevadores entre o andar térreo e o superior, e são emprestadas cadeiras de rodas. Peça informações na entrada.
As distâncias entre as salas são longas, então vale planejar pausas. Se tiver mobilidade reduzida, escolha um roteiro curto e fique em um só andar.
Regras do local
Você pode tirar fotos sem flash para uso pessoal. Não são permitidos tripés. Algumas salas ou peças têm indicações próprias, e se vir uma placa que proíbe fotografar, respeite-a.
Não entre com comida nem bebida nas salas, e não toque nas peças nem nas vitrines. As regras podem mudar; a equipe das salas esclarece se você tiver dúvidas.
Dicas
Não tente ver tudo. Escolha três salas que chamem a sua atenção, dê tempo a elas e deixe o resto para outra visita.
- O andar térreo é arqueologia: do primeiro povoamento aos mexicas.
- O andar superior é etnografia: os povos indígenas de hoje.
- Ao terminar, sente-se um pouco junto à fonte do pátio. Você merece.
- Duas horas bastam para o essencial. Se gosta de se demorar, reserve quatro.
Obras grátis para testar
Passe de 72 horas por US$7, sem assinatura. 2 obras para ouvir de graça, sem cadastro.